sexta-feira, 13 de fevereiro de 2009
Até Tú Suiça!?
Nessa ultima semana uma brasileira na Suíça foi torturada por três garotos supostamente neonazistas. A brasileira estava grávida, e no celular com a mãe na rua, quando foi abordado pelos rapazes, levada para um canto, e inteira cortada com navalha, inclusive com iniciais enaltecendo o movimento nazista, perdeu os gêmeos que esperava, devido aos pontapés.
Esses movimentos radicais ainda é um pouco comum na Alemanha, Suíça, Áustria, embora negado por autoridades locais, porém o que se fez com a brasileira naquele país foi além disso.
É sabida que a imagem do brasileiro no exterior não é lá essa coisa, porém o tratamento dado a brasileira foi mais um ato lamentável desse país, conhecido pelo mundo, pela educação, justiça e juros baixos bancário.
A brasileira depois de torturada procurou autoridades locais para denunciar os três rapazes, porém foi interrogada por um policial masculino, e ainda questionada. Depois a mídia tratou o assunto com certo receio, e inclusive questionaram a agressão, insinuando que a brasileira estaria mentindo.
Além de agredida a brasileira , de quem esperava proteção, rigor na punição foi tratada com intolerância , preconceito e xenofobia. O Consulado brasileiro entrou em contato com o consulado suíço pedindo explicações e o mesmo foi instruído a perguntar para a garota sobre o ocorrido, dando mais um exemplo de descaso.
Um crime com conotação nazista tem que ser punido com rigor ao meu ver, estamos em pleno ano de 2009 e isso é uma afronta aos direitos humanos. Porém hoje a policia suíça foi atrás dos familiares da brasileira, pedir desculpas e avisar que iam dar inicio as investigações.
O que eu acho lamentável é esse tratamento dado, porque a mulher é brasileira, ou de terceiro mundo, como quiser. E não é apenas na Suíça e sim na Europa toda, graças a essa nova política migratória adotada pela comunidade européia, a Espanha inclusive esses dias adotou umas leis rígidas quanto a migração.
Lembro que aqui no Brasil, quando algum americano ou europeu é roubado ou assinado , a noticia corre em todos jornais do mundo em primeira capa, que mais um deles foi morto pelos brasileiros, afetando inclusive o turismo do Brasil no país do turista. Queria ver se invertessem os papéis e fosse um suiço sendo torturado aqui no Brasil.
Esse exemplo da Suíça é mais um de vários que independente do nível de criminalidade do país, IDH, educação ou qualquer que seja o critério adotado. A pessoa precisa ser tratada como humano , independente da sua nacionalidade, sobrenome, poder de compra , ou qualquer outra coisa. Isso é o principio básico dos direitos humanos e tem que ser respeitado em todos países. E xenofobia, intolerância quanto a raça, tem que ser de uma vez por todas excluída da sociedade. Continue lendo clicando aqui.…
terça-feira, 24 de junho de 2008
Grandes insetos? *
Uma manhã, ao despertar de sonhos inquietantes, Gregor Samsa deu por si na cama, transformando num gigantesco inseto. Sente-se magoado pela repulsa dos pais perante a sua metamorfose, apenas a irmã se digna a levar-lhe alimentação. Após meses de abandono e medro, Gregor morre na solidão. Atualmente, mesmo após a 1ª e 2ª Guerras Mundiais, chacinas étnicas de todas espécies continuam a colocar uma parcela de pessoas à margem da sociedades.
O Simples reconhecimento dos direitos humanos, a campanha pela diversidade não contribuem efetivamente para a garantia de igualdade entre as etnias. Os instrumentos legais e formais não têm sido suficientes para que seja extinta toda a sorte de desigualdade e descriminações raciais. É péssima a proposta de se desenvolver a criação de incentivos fiscais a empresas que contratarem uma parcela excluída, constituindo mais confrontos e clima claustrofóbicos, profundos sentidos de desqualificação, animalização.
A igualdade e o respeito às diferenças são de extrema relevância para a concretização dos direitos humanos, mas como consegui-la? A educação pública de qualidade deveria ser vigente desde o ensino fundamental para garantir melhor qualificação profissional e a qualquer cidadão, sendo esse respeitado pelo merecimento. No entanto a diferença entre pessoas e povos cai na indiferença, determinando privilégios de uns em detrimento de outros. Conseqüência? Desigualdade naturalizada, como se fossem destinos, fatalidades...como designações de mulheres frágeis, negros preguiçosos, cristalizando a estrutura social.
É preciso garantir a convivência populacional como um direito da humanidade. No México, a COCEI promove defesa dos direitos legais combinados a novas formas de cidadania, transforma bairros, trabalho e festas em lugares de discussões políticas intensas, redefinindo alianças e culturas a partir do cotidiano. É claro que essa prática gera conflitos. A nova cidadania é um projeto para uma nova sociabilidade, com relações igualitárias, regras transparentes, negociação de conflitos e responsabilização com a “coisa pública”.
Logo, deve se garantir a alimentação do monitoramento das instituições públicas e privadas, num amplo diálogo com a sociedade civil, para que não sejamos imensos insetos com subconvivências e posterior morte da cidadania, igualdade e diversidades sócio-raciais.